Rosemberg critica veto do presidente à Lei Paulo Gustavo
*PLP destinaria R$ 250 milhões à recuperação do setor cultural na Bahia*
Reconhecido no parlamento baiano como o deputado da Cultura, Rosemberg
Pinto (PT) adere à campanha nacional e defende a derrubada do veto do
presidente Bolsonaro à Lei Complementar (PLP 73/2021), que destinaria R$
3,6 bilhões à recuperação do setor cultural após a crise gerada pela
pandemia da Covid-19. Assim como ele, outros políticos, artistas e
sociedade se manifestaram publicamente contrários à decisão. O Projeto leva
o nome do ator Paulo Gustavo, falecido por complicações decorrentes da
doença no ano passado, e representa uma esperança para o segmento, que foi
o mais atingido na pandemia.
“O Projeto não cria despesa, os argumentos usados não se sustentam. Ele
apenas garante que o dinheiro que está parado, em dois fundos culturais,
seja liberado. Para a Bahia, o impacto é enorme. Estamos falando do veto de
R$286 milhões que chegariam, apenas no Estado, e que garantiriam a retomada
do crescimento do setor”, defende o também líder governista.
A Secretária estadual da Cultura, Arany Santana, avalia que a não
transferência dos recursos do superávit financeiro do Fundo Nacional de
Cultura, para os fazedores de cultura, causará um impacto negativo nas
dimensões simbólica, cidadã e econômica dos estados e municípios
brasileiros. “Mais de 70% dos recursos da Lei Paulo Gustavo será aplicado
no setor audiovisual, não podemos esquecer o estrangulamento da Ancine e
seu impacto negativo na produção do cinema brasileiro. Estados e municípios
já executaram os recursos da Lei Aldir Blanc e aguardam os incentivos da
Lei Paulo Gustavo para, mais uma vez, fazer girar a roda da cultura”,
reforça.
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Ascom
Ana Paula loiola
71 9 9660-1908


