OS VELHINHOS ASSANHADOS ESTÃO DE VOLTA
Em 2017 o Grupo RM é recebido em O Berimbau
Por Walmir Rosário*
Finalmente! Agora, sim, comecei a levar fé que o mundo está voltando a ser o mundo de
antes, modificado que foi nestes tempos em que a tal da Covid-19 esfacelou tudo de bom
que existia neste Brasil de meu Deus e por aí afora. Uma simples convocação feita pelo
whatsapp foi prontamente atendida por boa parte dos membros da Confraria d’O
Berimbau e do Clube dos Rolas Cansadas.
É certo que não se tratava de uma simples reunião, mas da comemoração do confrade
Antônio Alves (que também atende como Tonhão ou Tonhe Elefoa), o que envolve um
substancial prato da mais forte culinária. E desta vez foi servido um lauto mocofato, prato
de sustança para os que se reúnem para tratar de coisas bastantes sérias numa mesa de
bar, sem horário para o fim do encontro.
Como sempre alguns recalcitrantes teimaram em não aparecer, dando como escusas
compromissos assumidos anteriormente, hoje em dia uma desculpa indelicada e não
levada a sério. Entre os faltosos, o Almirante Nélson, que amarelou, seguido por Valdemar
Broxinha, que agora somente comparece aos encontros caso tenha sido anunciado pelo
comunicador Mário Tito pelas ondas da Rádio Sociedade da Bahia e mais uns três.
O aniversário – com os tradicionais parabéns pra você –, na verdade, era apenas um
pretexto motivador para a presença dos confrades. Dois temas da maior relevância
constavam da pauta: o retorno das reuniões semanais às quintas-feiras (Clube dos Rolas
Cansadas), de forma itinerante, e aos sábados, no bar Mac Vita, ambiente aberto e
ventilado, longe dos perigos dos vírus que circulam por aí.
A decisão foi validada pelos confrades presentes

Mas nem tudo seguiu conforme o planejado, haja vista o comportamento desajustado dos
velhinhos após a ingestão de alguns copos de cerveja, tratando de alguns temas
extrapauta. A começar pela data do aniversário, que seria no dia 4 de julho, transferido
para o dia 5 por Tonhão, por conta da coincidência da independência americana, ficando
longe do capitalismo do Tio Sam.
Já a segunda discussão animou os confrades, pelo pagamento de uma dívida. Calma, eu
explico. É que no dia 24 de março de 2018, o conceituado Grupo RM, como se intitula
(embora maldosos digam que representa Rolas Murchas) veio a Canavieiras
exclusivamente para se encontrar com as coirmãs e estabelecer laços de amizade e troca
de informações institucionais.
Em Canavieiras, a representação de alto nível, capitaneada pelo presidente Cal e os
membros Zé Leite, o saudoso Gileno Alves, Coronel Jamil e Zé Nílton, isso em veículo
próprio conduzidos pelo motorista abstêmio Paulo Taquari. Por aqui fizeram uma tournée
pelo centro histórico, praia, Igreja de São Boaventura, Bar Laranjeiras, finalizando na
Confraria d’O Berimbau.
Recebidos pelos confrades das duas instituições líteras, etílicas e mundanas, trocaram
juras de amizade e juraram solenemente manter contatos recíprocos entre as duas sedes:
Ilhéus e Canavieiras. Na sede d’O Berimbau a conversa rolou solta até quase o fim da
tarde e sessão de fotos, devidamente acompanhadas das melhores cachaças, cerveja bem
gelada e comida de sustança.
Como disse que existe a dívida, conto também os motivos que até hoje o motivo da
inadimplência, o que tem deixado alguns confrades avexados. E todas as culpas recaem
no planejamento (ou falta dele) da viagem a Ilhéus, por conta de Tyrone Perrucho e
Demostinho. Os 110 quilômetros que separam as duas cidades não recomendam viagem
dirigindo os próprios carros, por questões de absoluta segurança.
A solução foi contratar uma van ou micro-ônibus para a viagem. Aí foi que apareceram os
insolúveis problemas: As vans de sete lugares não comportavam os poucos confrades, já
os micro-ônibus eram grande demais para fazer a viagem com tão poucos passageiros.
Até nos dispusemos a avaliar a proposta do confrade Tedesco, de que nos deslocássemos
a Ilhéus de num barco de pesca, ideia abortada pelos frágeis estômagos dos confrades.
Sem encontrar solução, não conseguimos aportar na Barrakitika, sede dos encontros de
sábado do Grupo RM. Para que não seja considerada incompetência, já recorremos ao
adjutório do Secretário Plenipotenciário d’O Berimbau, Gilbertão, que virá de Santa Cruz
Cabrália para definir o compromisso de tal monta. A viagem urge e pelo emocional dos
confrades, desse ano não passa.
Numa análise aprofundada, o retorno das duas instituições líteras, etílicas e mundanas foi
por demais proveitoso, com a aprovação da filiação do debutante Miron à Confraria d’O
Berimbau, enquanto aguarda a decisão do Clube dos Rolas Murchas. A próxima
assembleia promete assanhar os velhinhos.

*Radialista, jornalista e advogado.


