O atendimento hospitalar infantil no Hospital Manoel Novaes continua uma arena de guerra.
De um lado pais desesperados com os filhos que necessitam de atendimento emergencial e do outro lado, os servidores da saúde desnorteados, coagidos no atendimento com as restrições de humana e de infraestrutura hospitalar. A recepção é um palco de constante conflitos.
Pais enfurecidos não é mais uma exceção na recepção do Hospital Manoel Novais, É REGRA.
A pergunta também é antiga. De quem é a responsabilidade por esta balbúrdia no atendimento hospitalar infantil do Hospital Manoel Novaes? No meio desta confusão, onde se apontam culpados, como péssimo atendimento de convênio médico, negligência de médicos de outros municípios que empurram o paciente para o Manoel Novaes, péssima administração na gestão do atendimento, falta de servidores e infraestrutura, estão as crianças que tem direito ao atendimento. Vamos esperar mais uma morrer por falta de atendimento hospitalar como no ano de 2020?
Mais uma vez verificamos que o hospital não tem profissionais de saúde suficiente para o atendimento do município de Itabuna e região, o que pode gerar omissão de socorro e negligência no atendimento, violência de pais e alta carga de estresse para os profissionais da saúde.
Não há atendimento particular, apenas através das cotas do SUS e CONVÊNIO MÉDICO, o que ocasiona injustiças sociais preocupantes no critério de atendimento. Mesmo a saúde sendo pautada pelo Princípio da Universalidade, considerando o atual contexto do Hospital, há injustiça social no atendimento médico, pois uma criança com condições financeiras de pagar pelo tratamento médico, acaba tirando as poucas cotas que deveriam ser direcionadas à população mais carente.
Considerando que são pouquíssimos hospitais que fazem cirurgia infantil na Bahia. Considerando reiteradas denúncias de insuficiência no atendimento que podem levar crianças a óbito e sequelas
O PSOL ITABUNA que movimenta ações para fortalecer o SUS visando garantir a proteção social, com funcionamento estável e com aumento de cobertura, transparência e controle social sobre seu funcionamento, REPRESENTARÁ perante o Ministério Publico pela deflagração de uma Ação Civil Pública, objetivando a tutela da saúde pública e a responsabilização daqueles que negligenciam o dever de proporcionar a universalidade do atendimento médico de urgência/emergencial.


