Nutrição hospitalar no Novaes: atendendo a cada paciente de forma humanizada
A nutrição hospitalar faz parte dos cuidados com o paciente e é uma especialidade que se dedica a atenção integral ao paciente sob internação, abarca um gama de cuidados, dentre esses, os relacionados à alimentação e nutrição em seus diferentes níveis de complexidade e de intervenção, respeitando as características individuais e o tipo de enfermidade dos mesmos, como também assegurando uma oferta de qualidade dos alimentos, evitando e corrigindo deficiências nutricionais que concorram para o aumento das complicações e da mortalidade.
A avaliação nutricional é feita a partir do diagnóstico e histórico clínico, exames laboratoriais, anamnese alimentar e avaliação da composição corporal do paciente. É importante por ser um instrumento de acompanhamento da saúde e restabelecimento em todas as fases da vida.
No Hospital Manoel Novaes, encontramos uma equipe altamente qualificada, composta por nutricionistas, técnicos de nutrição, cozinheiros, auxiliares de cozinha, estoquista e higienista que atendem a uma demanda específica do público materno-infantil.
A nutricionista e coordenadora do setor, Lúcia Leite, destaca a importância da nutrição hospitalar, por ser uma especialidade capaz de criar situações para poupar determinado órgão que foi afetado de forma que ele seja restabelecido no menor tempo possível. “O conhecimento da nutrição envolve essencialmente a fisiopatologia, ou seja, busca conhecer todo o organismo saudável, assim como todas as patologias”, diz.
Dietoterapia do Novaes leva em conta gostos e preferências das crianças
A dietoterapia tem por finalidade oferecer ao organismo debilitado, os nutrientes adequados que melhor se adapte ao tipo de condição patológica do paciente. Como a demanda do Novaes é em sua maioria de crianças, existe o cuidado de centralizar a dieta de acordo com as preferências alimentares dos pacientes e também em cima das especificidades de cada um (pacientes com restrições alimentares como diabéticos, hipertensos, renal, oncológicos e outros). “Fazemos diariamente uma visita nos setores da UTI, a oncologia, a pediatria e as alas para saber as preferências dos pacientes e tentar adequar a dieta ao que eles gostam de comer, analisando a recusa de determinados alimentos”, conta Paulina de Sousa Barros, nutricionista responsável pela parte clínica.

Segundo ela, a dietoterapia precoce proporcionada pelo Nutricionista clínico é fundamental para que os pacientes não cheguem a um estágio grave de sua doença, agravado pelo catabolismo,e diferentes tipos de alterações metabólicas, processos inflamatórios, infecciosos entre outros. “Quando introduzida a dietoterapia desde os estágios iniciais da hospitalização, isso impede e/ou melhoram os estágios da desnutrição. Diante disso quando falta condição clínica adequada para o acesso da dieta oral, utilizamos rapidamente as viais alternativas , a exemplo a nutrição enteral”, diz.
De posse dessas informações, a equipe de nutrição faz os ajustes necessários. Além disso, a nutrição hospitalar do Novaes realiza um trabalho de conscientização, onde muitos pacientes passam a aceitar na dieta, determinados alimentos que nunca haviam experimentado antes. “Tem pacientes que chegam aqui sem nunca terem experimentado frutas e verduras e saem daqui consumindo bem, mediante a oferta que fazemos”, destaca.
Tudo isso ajuda a otimizar, tanto a parte nutricional, quanto a parte de custos. “Fazemos um trabalho de gestão de alimentos, através do que há de retorno do paciente e a partir daí temos uma visão de qual refeição está tendo maior recusa e os mais preferidos. Isso dá uma visão maior do nosso trabalho e mais efetividade das ações adotadas”, conclui.


