Nota aberta à sociedade de Itabuna
Estamos diante de um dos maiores cenários de calamidade pública desta
geração: a COVID-19. A Organização Mundial de Saúde (OMS) e autoridades
sanitárias mundiais recomendam o isolamento social como a medida de maior
eficácia, disponível no momento, para combate à propagação do vírus,
evitando colapso das redes de saúde e atendimento hospitalar.
Em Itabuna, foram publicados decretos que determinaram o fechamento do
comércio em geral, excetuadas as atividades essenciais, desde o dia 20 de
março, atos justificados como necessários para que o Sistema de Saúde local
fosse preparado para o enfrentamento da doença. No entanto, passados 28
(vinte e oito) dias da suspensão das atividades econômicas do comércio
nesta cidade NENHUMA medida CONCRETA foi executada.
Exceção à Santa Casa de Misericórdia de Itabuna que organizou estrutura de
isolamento de leitos e atendimento intensivo para os pacientes, vítimas de
COVID-19, habilitando 10 (dez) leitos de UTI destinados a este fim.
A ausência de medidas coordenadas para o enfrentamento da pandemia na
região sul da Bahia já causou graves e irreversíveis danos à economia
local, especialmente ao setor de comércio e serviços, formado basicamente
por pequenos e microempresários que sustentam com dificuldade seus negócios
e lutam diariamente para honrar seus compromissos, gerando emprego e renda
para Itabuna.
Apesar do esforço desta entidade, em apresentar projetos de retomada das
atividades comerciais associadas a medidas de saúde e segurança
indispensáveis a toda população, à cobrança para a correta destinação dos
recursos públicos já existentes para o combate da pandemia, nós deparamos
com a inércia e ineficiência do Poder Público, em todas as suas esferas, em
apresentar respostas à sociedade, devolvendo o mínimo que poderia ser feito
após os dias de sacrifício econômico – a organização da estrutura
hospitalar.
Desta forma, a Associação Comercial e Empresarial de Itabuna CONCLAMA ao
Poder Público Municipal e a Santa Casa de Itabuna para que acatem a decisão
de forma URGENTE, expedida pela Vara da Fazenda Pública, de forma que ambas
as instituições façam o uso divido do montante de R$ 23 milhões, no combate
à pandemia, sem qualquer necessidade de retomada judicial para reivindicar
o direito exclusivo do recurso. Além disso, solicitamos o alinhamento das
ações conjuntas com o Governo do Estado e da União para fazer face as
seguintes demandas:
Aumento do quantitativo de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) na
cidade; A montagem rápida de hospitais de campanha no município em caso de
colapso; A intensificação do monitoramento dos casos de isolamento
domiciliar; A garantia das medidas e insumos de proteção individual para os
trabalhadores da saúde; A compra de kits de testes rápidos para o COVID-19;
A intensificação de campanhas de prevenção e conscientização; A abertura
organizada do comércio, com a adoção de medidas de controle e prevenção de
disseminação do vírus, com fins a proteger colaboradores e clientes.
Cientes de que, a cooperação, sincronia e responsabilidade por parte dos
gestores do município e do Estado é fundamental para coordenar medidas em
diferentes setores da economia e da sociedade para VENCER e GARANTIR a
SEGURANÇA e SAÚDE da POPULAÇÃO, continuaremos buscando oferecer nossa
parcela de contribuição e responsabilidade social com fins a minimizar os
efeitos da pandemia no setor que representamos.
Sérgio Velanes
Presidente da ACI


