NÃO ACEITAMOS QUE NINGUÉM DECIDA ALGO DA NOSSA CATEGORIA SEM DIÁLOGAR CONOSCO” DIZ CONSELHO MUNICIPAL APÓS RECEBER PARECER COM NOVO CALENDÁRIO LETIVO
“NÃO ACEITAMOS QUE NINGUÉM DECIDA ALGO DA NOSSA CATEGORIA SEM DIÁLOGAR CONOSCO” DIZ CONSELHO MUNICIPAL APÓS RECEBER PARECER COM NOVO CALENDÁRIO LETIVO
*A nova proposta foi encaminhada pela secretária municipal de Educação, Adriana Tumissa*
Na última quarta-feira (21), os membros do Conselho Municipal de Educação (CME) se reuniram para apreciação e votação do parecer nº 04/23 que trata da reorganização do calendário letivo de 2023. A nova proposta encaminhada pela secretária municipal de Educação, Adriana Tumissa suprime seis sábados letivos e altera a data de encerramento das atividades docentes, prorrogando o calendário de 15 de dezembro deste ano para 09 de janeiro de 2024.
De acordo com conselheiros Edjaldo Vieira (representante da SIMPI) e José Ademaques/Max (que representa a categoria de professores), a nova proposta de mudança do calendário não foi discutida com o Sindicato do Magistério – SIMPI, que é a representação legal dos professores e, pediram vista do parecer, conseguindo, desta forma, adiar a votação, que já tinha posição favorável por parte da comissão relatora.
Os conselheiros afirmam ainda, que para um calendário letivo adentrar em outro ano civil, é preciso que haja alguma situação excepcional, o que não é evidenciado no caso concreto. “Pedimos vistas porque enxergamos algumas incongruências nessa proposta. Primeiro, não houve comunicação prévia ao sindicato da categoria e segundo, chama atenção a alegação de falta de recursos da Secretaria em cumprir com os seis sábados que já haviam sido discutidos e aprovados”, declara o professor Max.
Diante do pedido de vista, o professor Max tem até o dia 12 de julho para apresentar um novo relatório, que deverá ser votado pelo conselho pleno. Para o professor Edjaldo, conselheiro e dirigente do SIMPI, uma matéria que mexe com a vida e a organização de centenas de alunos e professores não deve ser decidida de forma tão precipitada. “É importante que a matéria seja amplamente discutida e amadurecida antes de qualquer decisão”, conclui Edjaldo.


