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Muká Plataforma Agroecológica divulga relatório do primeiro biênio de atuação na Bahia

Muká Plataforma Agroecológica Divulga Relatório  Do Primeiro Biênio De Atuação Na Bahia

A plataforma lança, ainda, o vídeo institucional que apresenta a
metodologia utilizada para fortalecer a agroecologia no Brasil a partir da
Bahia.
Dois anos após o início das atividades, a Muká, plataforma de
fortalecimento da agricultura camponesa e agroecológica, apresenta dados
resultantes de avaliações dos beneficiários no relatório “Do solo ao
prato”. Correalizada pela Tabôa Fortalecimento Comunitário, Rede de
Agroecologia Povos da Mata e Instituto Ibi de Agroecologia (Ibiá), a
plataforma acompanha, até o momento, a produção de 232 agricultoras e
agricultores na Bahia, além da criação e legalização de 20 agroindústrias e
a concessão de crédito para 134 produtores individuais ou grupos,
totalizando R$ 893 mil concedidos.

A Muká aposta, também, na capacitação contínua da base produtiva – com
cerca 780 produtores participantes das oficinas – e na disponibilização de
acompanhamento técnico, o que é um diferencial para viabilizar a produção
de alimentos produzidos sem agrotóxicos, assim como o cacau e o chocolate
de qualidade.

Com foco no desenvolvimento da agroecologia, a plataforma atua com uma
metodologia de compartilhamento de saberes como forma de estimular a
preservação, conservação e restauração da sociobiodiversidade, além de
melhorar a qualidade de vida de famílias agricultoras que produzem desta
forma. Para isso, atua por meio de cinco eixos – Produção, Beneficiamento,
Crédito, Comercialização e Certificação – fortalecendo produtores da Rede
Povos da Mata.

Destaques da Muká

Dados do relatório refletem o impacto na produção das famílias agricultoras
acompanhadas pela plataforma. Um exemplo é o salto no número de produtores
de cacau de qualidade de 17 para 44, resultado do financiamento de
estruturas de beneficiamento de cacau por meio do crédito e, ao mesmo
tempo, do acompanhamento técnico para uso da estrutura e comercialização.

Outro destaque é o volume de produção, que subiu de 477 arrobas em 2018
para 777 em 2020, apesar da produção geral deste último ano ter diminuído
devido a fatores climáticos, como o excesso de chuva, o que causou aumento
da incidência de pragas no cacau. E ainda, o aumento do uso de máquinas no
campo, que foram adquiridas com recursos de crédito, e seu uso incentivado
e orientado pelo acompanhamento técnico.

No eixo de Beneficiamento, o relatório mostra o grande avanço na
legalização de 20 agroindústrias, certificação de 13 e criação de 52
rótulos e etiquetas. Mulheres e jovens são a maioria interessada nesse
nicho.

A ampliação do crédito foi proporcionada pela Tabôa Fortalecimento
Comunitário, responsável pelo eixo de Crédito na Muká. “Este é um eixo que
está interligado com os demais e confere condições para que a agricultura e
o agricultor realizem as melhorias na unidade produtiva, a partir das
orientações obtidas. Como boa parte deles não preenche os requisitos para
conseguir crédito em instituições financeiras convencionais, trazemos essa
possibilidade de um crédito menos burocrático e acompanhado. A baixíssima
inadimplência (abaixo de 1%) demonstra a boa aplicação do crédito”, explica
o diretor executivo da Tabôa, Roberto Vilela.

Para o presidente da Rede Povos da Mata, Hércules Saar, a Muká vem
potencializando a organização. “Vejo com bons olhos e percebo que a
plataforma confere prosperidade para as famílias agricultoras. Além disso,
tem fortalecido o escoamento dos produtos, com o Sistema de Estação
Orgânica”.

O também correalizador, Instituto Ibiá, que atua com estruturação e criação
de circuitos de comercialização para escoamento de produtos da agricultura
familiar, somou nesse período a estruturação de 43 rotas de comercialização
na Bahia, além da estruturação da Estação São Paulo, que atua em âmbito
nacional. A diretora, Janaína Fragoso, ressalta que esses dois anos foram
importantes para o entendimento do cenário de comercialização desse nicho.
“Pudemos observar, durante as nossas ações, as potencialidades e desafios
das organizações de base produtiva e a necessidade da criação de canais de
venda tanto no âmbito do território da Rede como em âmbito nacional”.

A Muká Plataforma Agroecológica conta com apoio do Fundo Brasileiro para
Biodiversidade (FUNBIO), Instituto Humanize, Instituto Arapyaú, Instituto
Ibirapitanga, Porticus e da Inter-American Foundation.

Acesso ao relatório e lançamento do vídeo institucional

Para acessar mais informações sobre a Plataforma, o relatório está
disponível na íntegra em
<http://www.muka.org.br/relatorios/dados-indicadores>
www.muka.org.br/relatorios/dados-indicadores.

A Muká também lança o vídeo institucional que apresenta a sua metodologia
para o fortalecimento da agroecologia. Agricultoras, agricultores e
organizações envolvidas falam sobre o funcionamento da plataforma e os
impactos na vida das famílias. O vídeo está disponível com legendas em
português e em inglês em www.youtube.com/mukaplataformaagroecologica

Muká Plataforma Agroecológica – É uma iniciativa conjunta da Tabôa
Fortalecimento Comunitário, da Rede de Agroecologia Povos da Mata e do
Instituto IBI de Agroecologia (Ibiá), que visa ao fortalecimento da
agroecologia no Brasil a partir da Bahia. Por meio da atuação complementar
entre os seus cinco eixos – Produção, Beneficiamento, Comercialização,
Crédito e Certificação – a plataforma compartilha com agricultoras e
agricultores familiares os conhecimentos, tecnologias e recursos
necessários para alavancar a produção e aumentar a diversidade, produzindo
alimentos sem agrotóxicos, cacau e chocolate de qualidade. Entre 2019 e
2021 beneficiou cerca de mil agricultoras e agricultores da Rede Povos da
Mata. Saiba mais em @muka.agroecologia ou **www.muka.org.br*
<http://www.muka.org.br>

Rubens, Fábio e Edvaldo_Assentamento Dois Riachões, Ibirapitanga-
Foto-Tabôa_ Ana Lee.jpg] Foto: Tabôa | AnaLee

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