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Itabuna: Planejamento de uma gestão democrática e popular (José Ademaques dos Santos – Prof. Max)

Itabuna: Planejamento De Uma Gestão Democrática E Popular (José Ademaques Dos Santos – Prof. Max)

Os últimos quatro gestores de Itabuna causaram uma total destruição da capacidade de planejamento do município.

Para recuperá-la, deve-se adotar um plano baseado em três princípios: conhecimento da dinâmica socioespacial de cada zona da cidade, não separando o centro dos bairros pericentrais e dos bairros periféricos, mobilização da sociedade civil para debater os principais problemas que estão presentes no nosso cotidiano e construir um marco regulatório que garanta os instrumentos jurídicos, políticos e financeiros necessários para democratizar a administração pública grapiúna.

Elaborar um plano de governo com propostas de políticas públicas elaboradas por todos que queiram se dedicar a lutar por uma vida mais livre, solidária e justa deve ser seguida pelas pessoas que pensam na coletividade.

Queremos construir um plano de governo em permanente produção e assim convidamos todos a enviarem suas colaborações para o email: programamovimentoitabuna@gmail.com , para construir nosso programa junto com você.

Nossa proposta é superar o atual modelo de cidade praticado em Itabuna nos últimos 30 anos, que se alicerçou na destruição ambiental, na desigualdade social, na concentração de riqueza, no patrimonialismo, no racismo, no machismo e na retirada dos direitos das minorias.

Este ensaio que vai se transformar em um artigo, agora sim, alicercado em uma plataforma de ações, ampla e transversal às políticas setoriais, para garantir a participação popular, promover a justiça socioambiental e defender as liberdades daqueles que são oprimidos em razão de sua classe, gênero, raça, idade, sexualidade, religião, corpo ou cultura será nosso principal objetivo. Acreditamos, que outra cidade é possível!

A democracia no nosso país atravessa uma crise de representatividade provocada pelo crescente distanciamento entre o poder público e a sociedade civil. Esse esgotamento atinge todas as esferas da administração pública. Falta acesso à informação, controle social, e meios para que a população seja ouvida e participe das decisões de interesse público. Essas tensões e conflitos ficam mais evidentes nas cidades, porque é no espaço urbano que a maioria das pessoas de fato sentem as consequências desses problemas. É no cotidiano da cidade que os resultados de muitas decisões públicas se materializam. Por isso, o debate politico contemporâneo não pode prescindir da discussão sobre o direito à cidade e a democratização da vida urbana: do orçamento público aos mecanismos de transparência, das políticas setoriais à gestão dos bairros, dos institutos de pesquisa às secretarias municipais, queremos transformar a forma de fazer política em Itabuna.

Além de dispor de uma Universidade Federal, três Faculdades particulares e de um acúmulo histórico de estudos, Itabuna conta também com técnicos de carreira qualificados. E é este arcabouço patrimonial que precisamos recorrer para reorganizar nossos órgãos de planejamento e aprimorar os métodos de monitoramento dos indicadores, de elaboração das projeções e de integração dos diferentes setores da administração pública. É preciso envolver os centros de pesquisa (acionando toda a comunidade acadêmica: alunos, professores e funcionários) em uma política de recomposição da máquina pública do município, com ênfase na sistematização de dados e produção de modelos técnicos para a organização de mecanismos democráticos de gestão da máquina municipal.

Queremos uma estrutura de governo que priorize a transparência pública e a participação popular, seja orientada em torno de políticas de promoção da liberdade e da diversidade e garanta um planejamento urbano atento à justiça socioambiental. Só assim conseguiremos democratizar a cidade e construir alternativas sustentáveis que respeitem a história de nossa cidade. Para concretizarmos o sonho de uma cidade onde as pessoas tenham o direito de ter direito a cidade é necessário, Implementar, em cada uma das 06 zonas da cidade, um conselho de moradores, cuja principal atribuição será garantir o respeito à diversidade cultural do lugar, promover o protagonismo da população local na gestão pública, realizar reuniões abertas e consultas populares sobre os principais temas da região e elaborar, em conjunto com  a SePlan, um plano municipal de desenvolvimento urbano, integrando nessa escala as políticas de geração de emprego, distribuição de renda, preservação do meio ambiente, saneamento, energia, mobilidade, moradia, cultura, lazer, educação, saúde, assistência social e segurança pública.

Mudanças no uso e na gestão de um município se impõem, se queremos obter um novo tipo de cidadania, uma cidadania que nos ofereça respeito à cultura e como busca de liberdade.

* Geógrafo, especialista em Educação e Relações Étnico Racial, mestre em Cultura Popular, escritor, pesquisador, Professor das Redes de ensino do estado da Bahia e do Munícipio de Itabuna, membro do Diretório Estadual do PSOL, Presidente do PSOL Itabuna, Membro do Conselho Municipal de Educação de Itabuna e pré candidato a prefeito de Itabuna.

 

 

Este Post Tem 2 Comentários
  1. Parabéns Max fico feliz de ver uma pessoa pensante como um verdadeiro gestor e é isso que estamos necessitando alguém que se preocupe com a melhoria geral inclusive da saúde e educação, voltado para bem estar e a qualidade de comunidades dignas. O problema é que estamos cansados de gestores que só pensa em seus bolsos e em seus próprios umbigos kkkkk

  2. A cada dia que passa me convenço cada vez mais que minha escolha é a certa. Precisamos de pessoas com a inteligência voltada para o bem de todos, o cansaço coletivo de ver esses falsos no poder está cada vez pior!! Gratidão por essa sua luta professor.

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