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DESCOBERTAS ESTRELAS ‘INVISÍVEIS’ QUE DISTORCEM O ESPAÇO-TEMPO

DESCOBERTAS ESTRELAS ‘INVISÍVEIS’ QUE DISTORCEM O ESPAÇO-TEMPO

Em 2016, a estrela Gaia16aye, presente na constelação de Cisne, a 2,5 mil anos-luz da Terra, surpreendeu os astrônomos ao “ressuscitar”. A estrela emitiu um brilho que parecia indicar um supernova, ou seja, momento em que uma estrela morre. Além da Gaia16aye, outra estrela da mesma “família” também demonstrou um comportamento distinto. A estrela Gaia emitiu um brilho altamente incomum. O brilho durou apenas um dia. No outro, Gaia escureceu novamente. O comportamento de ambas estrelas nunca tinha sido visto anteriormente e, por esse motivo, deixou os astrônomos com uma pulga atrás da orelha. As estrelas, então, ficaram sob constante vigilância.

Nos meses seguintes, o evento incomum, para surpresa dos astrônomos, foi observado outras vezes. Em um espaço de 500 dias, 5 fenômenos foram observados. E o que há de tão estranho, ou especial, nesse comportamento? De acordo com especialistas, acredita-se que há algum objeto nas proximidades da Gaia16aye que poderia estar alterando o espaço-tempo em torno da estrela, ampliando a sua luminosidade de tempos em tempos. Mas, afinal, que objeto seria capaz de causar atividades tão incomuns?

O segredo do comportamento estranho

As estrelas que acabamos de citar tornaram-se objetos de estudos nos anos que seguiram após a descoberta da atividade incomum. Para ser exato, foram necessários 4 anos para os astrônomos, finalmente, determinar qual seria o causador da distorção. Segundo os especialistas envolvidos nas pesquisas, o motivo é um sistema binário praticamente invisível.

Esse sistema é formado por duas estrelas anãs vermelhas que orbitam um mesmo centro gravitacional. Sua luz, além disso, é tão fraca que não é possível enxergá-las da Terra. Mas mesmo assim os cientistas conseguiram determinar algumas características. Os especialistas, por exemplo, descobriram a massa, a distância e a órbita. Tudo isso através do efeito causado em Gaia16aye.

Chamadas de 2MASS19400112 + 3007533, as duas estrelas anãs vermelhas orbitam um centro de gravidade mútuo a cada 2,88 anos terrestres. Além disso, ambas possuem massa equivalente a 57% e 36% ao sol. As duas também estrelas estão distantes entre si. Quanto? Aproximadamente o dobro da distância da Terra ao Sol.

“Não vemos esse sistema, mas ao analisar seus efeitos fomos capazes de determinar tudo sobre ele”, explica o astrônomo Przemek Mróz, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos.

Einstein

Curiosamente, o fenômeno, incomum para os astrônomos, já havia sido previsto por Albert Einstein através da Teoria da Relatividade Geral. Em suma, esse efeito é conhecido como microlente gravitacional.

De acordo com os especialistas, o fenômeno ocorre quando um objeto em primeiro plano faz com que o espaço-tempo se dobre e amplie algo que esteja atrás. No caso que das duas estrelas que acabamos de citar, o sistema binário reproduz várias microlentes. Essas microlentes são as responsáveis por distorcer o que esteja passando por trás delas.

Mesmo o fenômeno já tendo sido previsto por Einstein, a boa notícia, aqui, é outra. Envolve, basicamente, cálculos. O cálculo usado para encontrar as estrelas “invisíveis” também poderá ser aplicado para encontrar outros fenômenos raros que possam causar distorção no espaço-tempo, como, por exemplo, os famosos buracos negros.

Como muitos buracos são independentes, e a maioria está longe de qualquer estrela, as microlentes gravitacionais podem ajudar a encontrá-los. Para o campo científico, isso é mais que surpreendente.

Fonte;Fatos desconhecido

 

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