Dada a largada da disputa da sucessão municipal
A disputa sucessória municipal em Itabuna começou com 18 meses de antedência e já ocupa espaço na mídia e nas redes sociais. O prefeito Aufusto Castro, que tenta a reeleição pelo PSD, sai com vantagem relativa no processo por ter nas mãos o controle da máquina admnistrativa azeitada por um pacote de obras de infraestrutura, com investimentos em pavimentação de ruas, abertura de novas vias de acesso em parceria com o Estado e construção de cerca de 700 casas para famílias desabrigadas, obras que começaram com dois anos atraso, financiadas através da União. O gestor também enfrenta a síndrome da reeleição, uma vez que nenhum antecssor conseguiu se reeleger após a instituição do processo há mais de duas décadas.
Ele enfrenta Geraldo Simões, do PT, partido de tendência hegemônica e que detém o comando do governo do Estado e da presidência da República, que tem nas eleições municipais do proximo ano os olhos nas prefeituras das cidades de maior porte, com vistas ao pleito majoritário de 2026. Simões centra o fogo na gestão de Augusto Castro, que é de um partido da base aliada do PT na Bahia, dizendo inclusive que o prefeito realiza obras com aval do Estado e da União, e que “ele é taõ visto em Itabuna quanto orelhas de freiras”, numa metáfora sobre sua ausência frequente da cidade. O trabalho do ex-prefeito e ex-deputado está centrado na desconstrução do seu oponente
Além do fogo amigo petista, o partido ocupa inclusive uma secretaria no governo municipal, aparece na linha sucessória o deputado estadual Fabricio Dias Nunes da Silva, o Pancadinha, do Solidariedade, que emerge escudado em 23 mil votos obtidos em Itabuna para a Assembleia Legislativa e que já está em campanha aberta junto às suas bases na periferia de Itabuna.
Outro nome tamém em campanha é o do médico Isaac Nery , ligado ao Republicanos e que também trabalha nos bastidores a sua candidatura sem descartar o apoio de uma outra estrutura partidária de apoio. No PL, além do médico Antônio Mangabeira, emerge um outro nome vigoroso, o do engenheiro Francisco França, com livre trânsito na área empresarial e com larga experiência no campo da construção civil. A sua candidatura tem ganho adesões e apoios entre empresários, agricultores e profissionais liberais.
Como o processo é dinâmico, outros nomes podem aparecer no cenário político municipal que se movimenta como as nuvens e os nomes aparecem em debate nas redes sociais, nos veículos de comunicação e j´á fazem parte dos bate papos em bares ou mesmo nas ruas da cidade. O problema é que mesmo aparecendo alguns favoritos para o primeiro páreo de uma disputa que pode até ser polarizada, o resultado da eleição não depende apenas das pesquisas e da opiniao dos eleitores, porque o que importa é a apuração dos votos, um processo que promete envolver mais de 130 mil eleitores grapiúnas e uma disputa muito acirrada.(Kleber Torres)
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Kleber Torres


