Cacau: Secretário do Mapa e diretor da Ceplac vêm ao sul da Bahia e visitam empresas privadas
O secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Ministério da Agricultura inicia nesta quarta-feira, dia 11, uma visita de três dias ao sul da Bahia. Fernando Silveira Camargo virá à região, acompanhado do diretor geral da Ceplac, Waldeck Pinto, conhecer empresas agrícolas e fábricas de chocolate privadas, dentre outras pertencentemente ao empresário Guilherme Leal. Da agenda, as lideranças rurais e políticas não foram convidadas.
Em dos donos da Natura, Guilherme Leal é proprietário do Chocolate Dengo e de fazendas de cacau no sul da Bahia. “Não é de agora que Guilherme Leal vem se envolvendo em pautas importantes na região, como o Porto Sul. Ele foi um dos suposto fomentadores de várias ações que atrasaram as obras desse importante empreendimento, dessa vez se infiltrando nas instituições e monopolizando os temas do cacau, afirmou Erlon Botelho, do Instituto Chocolate.
Enquanto isso, até o momento o sul da Bahia não recebeu a visita da ministra Tereza Cristina e o Ministério da Agricultura parece não estar preocupando em escutar os anseios do cacau na voz de quem convive com os problemas – os legítimos produtores de cacau. O Mapa, ao que parece, não está nem aí para a Ceplac, para as questões do cacau nem para o crescente endividamento dos cacauicultores baianos.
No Brasil, são setenta mil produtores de cacau refém de um grupo que blindou a ministra Teresa Cristina, colocando-a em uma situação vulnerável diante da problemática do agronegócio cacau brasileiro. Vulnerável no sentido de que se doenças como a monília chegar ao país, esses tirarão o corpo fora e o prejuízo ao Tesouro Nacional será de bilhões.
Estranhamente, Tereza Cristina vem ignorando as solicitações feitas pelo Senado, por prefeitos representados pela Amurc e pelos consórcios de municípios que encaminharam projetos e convites para que visite o sul da Bahia. A ministra também não atendeu pleitos de parlamentares como Elmar Nascimento, não ouviu os extensionistas e pesquisadores da Ceplac e, ainda, não ouviu os cacauicultores endividados.
Produtores de cacau da região temem a desarticulação do programa de assistência técnica, substituído oficialmente pela assistência feita por Sindicatos Rurais e o Senar, sob a orientação da CNA-Confederação Nacional da Agricultura. O alerta foi feito por técnicos e políticos – inclusive em audiências públicas no Senado – para as prováveis perdas econômicas para Brasil, com o cacau sem assistência técnica. Por meio da Ceplac, o cacauicultor dispõe de um acervo de experiência de extensão e pesquisa de mais de sessenta anos.
O prefeito de Jussari e diretor da Amurc-Associação dos Municípios do Sul, Extremo-sul e Sudoeste da Bahia, Antonio Valete, e o técnico Orlando Filho, servidor da Ceplac, anunciaram que vão enviar ofício à ministra, reiterando a necessidade da democratizar a discussão dos problemas do agronegócio cacau, ouvindo a comunidade cientifica, as bancadas parlamentares e os cacauicultores.
Orlando Filho, que é ex-prefeito de Buerarema, afirma que vai levar a pauta ao presidente Jair Bolsonaro. Segundo Orlando, “estão desconhecendo que a Ceplac é uma política de Estado e não de Governo. Cabe aí até uma judicialização da questão, caso eles não parem com os ataques a Ceplac. Ignoram o projeto de lei que altera a lei nº 13.710, de 24 de agosto de 2018 – que institui a Política Nacional de Incentivo à Produção de Cacau de Qualidade – aprovada por Comissão em decisão terminativa no Senado e encaminhada à Câmara dos Deputados para votação”.



Isso é o reflexo da falta de lideranças políticas na região cacaueira., e da extrema desarticulação dos produtores.
Assassinam o indivíduo e vem chorar no velório.
Fico triste em ver tanto conhecimento jogado fora.
Enquanto a esquerda maldita merejar dentro do que restou da Ceplac vai ficar difícil um diálogo com Brasília.
Não esqueçam que o PT acabou com a Ceplac.
Enquanto nós brasileiros e brasileiras não tomarmos posse e pertencimento de que somos sujeitos de direitos e parar de ficar com este discurso raso de atacar direita ou esquerda, não vamos avançar no processo de soberania, portanto, vamos fazer cumprir a lei 13.710, e avisar aos poderes constituídos que nós o povo brasileiro é quem pagamos os salários milionário deles, por tanto estamos aguardando retornos plausíveis por parte de cada um/a, do executivo, legislativo, judiciário e Ministério Público.