ASAS DO TEMPO
Quando nascemos
Sem a certeza do destino
Pegamos carona nas asas
Do tempo…
Menino ouvindo o tinar dos sinos
E quando damos por conta
Ficamos sem a volta!
Chutando pedras no caminho…
Num mundo abstrato
Que matando à realidade
vem uma carga de duvidas;
Tristezas, decepções e alegrias…
Chega à frustração
Do não ter…!
Flecha o coração
Dói na alma
E no espírito…
Num grito abafado
Que não ecoa na voz
Os sentimentos ficaram para tráz
Presos e esquecidos…
Na saudade
De um passado
Nao distante…
Transformados em solidão
E lembranças
De uma pesada carga
De feitos não concretizados.
O tempo de pressa passou…!
Joselito dos Reis
12.02.2023


