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Apenas seres…

Apenas Seres…

Neste mundo frio
De tristeza e mortes
De drones, robores
Sem sabores…

No mar, no ar…
Os seres humanos
Se transformam
Em seres sem almas
Máquinas cegas!
Do grito da escuridão…

É que me sinto forte
Porque meus sentimentos
Ainda me dão a liberdade
De chorar, de sorri…
Enxergar as flores
Os pássaros…
E os corpos celestes
De tudo a brilhar…

Do sofrer e do amar
Porque sou um ser
Não igual a você…!

Eles, são apenas a arma
Da ideologia, armada e biológica
Num espaço desértico e sóbrio
Tumulo do sem perdão…
Amanhã.

Joselito dos Reis
04.03.2022

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