MAÇONARIA HOMENAGEIA PAIS
A Loja Maçônica Acácia Grapiúna, nº 95, de Itabuna, promoveu na noite desta
segunda-feira (10), em sua sede, uma homenagem aos pais maçons, em uma
sessão pública com ritual específico para este tipo de solenidade. No evento
também foram escolhidos o pai mais velho (Elias Leal Veloso) e o pai mais novo
(João Victor Dutra de Almeida) da Loja, que receberam duas Bíblias como
presentes.
De acordo com o Venerável Mestre Hélio Ribeiro de Oliveira, a homenagem
também se estendeu aos saudosos pais, hoje no Oriente eterno, e que
deixaram exemplos de vida em suas famílias. Nesta solenidade, os ausentes são
lembrados por meio da simbologia do Fogo, com a finalidade de externar a
saudade de sua descendência.
Ainda de acordo com a simbologia do ritual Maçônico, cada um dos pais
presentes recebem flores vermelhas, entregues por seus familiares – esposa,
filhos ou outros parentes. Na Maçonaria a família tem importância fundamental,
não só pela segurança, mas pelos valores morais que são repassados aos filhos
durante toda a convivência.
E a missão de ser pai foi exaltada pelos filhos durante a solenidade. Para a
sobrinha Nicolly Nepomuceno que vai desde o abraço aconchegante e a
proteção familiar, e mesmo que o pai não saiba tudo, faz o possível para
acertar. E finalizou ressaltando que herança não é apenas bens deixados pelos
pais e sim os valores morais e as experiências de vida.
A cunhada Isis Conrado Haun expressou-se exaltando a felicidade de falar
sobre os pais na Maçonaria, por ser esposa, filha, neta, sobrinha e prima de
maçons, salientando que a Maçonaria exerce um papel significativo na
construção de uma sociedade melhor. Basta o pai olhar para dentro de si e
compreender que não basta oferecer um mundo, mas ajudar os filhos
caminharem com fé e orientação.
O Orador da Loja, Nelson Lopes, enfatizou que nem sempre o pai recebe os
merecidos aplausos. Muitas vezes eles trocam sonhos por responsabilidades,
silenciam preocupações para transmitir segurança, trabalham no anonimato e
carregam pesos que os filhos jamais conhecerão. E destacou o pai como uma
árvore que oferece o abrigo em cada folha, cada galho que sustenta um ninho,
e cada sombra que alivia o calor.
Frisou, ainda, o Orador, que pai é uma pessoa que tem a grande missão de
trabalhar para que outros possam florescer. E quando um pai parte, ou seus
cabelos embranquecem, seus passos ficam mais lentos, sua memória imprecisa,
e aí percebemos que nunca foi apenas um homem caminhando ao nosso lado,
sim uma árvore inteira sustentando o céu sobre nossas cabeças.




