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REDUTO DO SAMBA – O MAIOR BLOCO DO MUNDO

REDUTO DO SAMBA – O MAIOR BLOCO DO MUNDO

Por Walmir Rosário*

O Reduto do Samba, de Salvador, pretende se tornar o maior bloco
carnavalesco do mundo e não mede distância para que esse acontecimento
seja o mais breve possível. Neste Carnaval de 2026 desfilará no circuito Campo
Grande (Osmar) e traz Filipe Escandurras como principal atração, empurrando
seus mais de quatro mil componentes.
A venda das fantasias anima a diretoria da agremiação e elas podem ser
encontradas na sede do Bloco, plataformas digitais e Balcão Samba Vivo.
Fundado em 13 de junho de 2003, a cada ano o Reduto do Samba promove
uma festa à parte no Carnaval de Salvador, graças ao empenho de sua diretoria
e componentes.
O Reduto do Samba tem como presidente Newton Ferreira Dias, desde sua
fundação, e que se dedica quase que integralmente à gestão da agremiação,
cuja diretoria e componentes empreendem todos os esforços para brilhar em
todos os carnavais. E o presidente revela que o bloco é a paixão de todos os
participantes, que se esmeram a cada desfile, após muitos ensaios.
E não é pra menos. Sem falsa modéstia, o Reduto do Samba construiu sua
história em anos sucessivos ao levar para o Carnaval de Salvador as grandes
atrações nacionais do samba. E não economizou: por eles desfilaram Arlindo
Cruz, Dudu Nobre, Fundo de Quintal, Xande de Pilares, Psirico, dentre outros. E
esse trabalho é responsável por colecionar troféus.
Todo esse entusiasmo é liderado por Newton Dias, que tem o samba como o
oxigênio de sua vida, paixão da infância, de quando via e participava dos
ensaios da Escola de Samba Filhos do Tororó, pertinho de sua casa. E esse
amor cresceu exponencialmente em seu coração com a convivência de Ederaldo
Gentil, Nelson Rufino, Salvador Oliveira, Bira Gentil, Paulinho do Reco e outros
grandes mestres do samba.
E como na Bahia o samba convive de pertinho com outras manifestações
culturais, no sangue de Newton Dias também estão entranhados o futebol, a
capoeira, os movimentos afros, todos de passadas largas em terras baianas. E
o menino rapaz do Tororó não desgrudou dos seus costumes desde que deixou
Salvador para enfrentar a vida acadêmica e os afazeres profissionais.
Cursou engenharia agronômica em Cruz das Almas sem desgrudar da cultura
ao mesmo tempo em que aprendeu a ciência, descobriu a botânica, da
semeadura a cuidar das plantas, calculando a adubação para produzir mais,
corrigindo as deformidades, curando as doenças, produzindo. Com diploma e
anel no dedo, afastou-se de Salvador, do Recôncavo, para o Sul da Bahia.

Na Ceplac foi labutar com a cacauicultura, enfrentando os morros e a Mata
Atlântica, num esforço fenomenal integrado para alcançar altos índices de
produção do cacau. Alcançou postos de direção, como a chefia da importante
Divisão de Itabuna, atuando como líder, influenciando comportamentos,
inspirando colegas e produtores a aplicarem a técnica de forma correta, sem
estresse.
De volta a Salvador assume novos empreendimentos em grandes empresas,
sendo o mesmo Newton Dias de Salvador, o menino do Tororó, o acadêmico de
da Faculdade de Cruz das Almas, o engenheiro agrônomo da Ceplac. Recusou o
ócio da aposentadoria e foi cuidar daquela paixão desde menino, o samba. E
fez da melhor forma. Como diz o ditado: quem é bom já nasce feito.

*Radialista, jornalista e advogado.

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