Materno-Infantil de Ilhéus e Maternidade de Camaçari são referências no acolhimento de gestantes de alto risco
Garantir um pré-natal adequado, parto seguro e assistência neonatal qualificada são fatores decisivos no enfrentamento dessa realidade. No ambulatório do Materno-Infantil de Ilhéus, gestantes de alto risco tipo 2 — como aquelas com gestação gemelar, diagnóstico de pré-eclâmpsia, hipertensão gestacional em gravidez anterior ou histórico de complicações obstétricas e/ou perinatais — são acompanhadas por uma equipe multiprofissional. Em 2024, a unidade registrou 642 partos de gestação de alto risco, dos quais 322 foram partos normais, reflexo de uma política de cuidado eficiente, acolhedora e humanizada desde o pré-natal.
Números expressivos
De janeiro a março deste ano, já foram realizados 185 partos de alto risco na unidade, sendo 96 deles normais. Um dos casos mais recentes foi de uma gestação gemelar dicoriônica — quando cada bebê possui sua própria placenta. “O parto normal foi possível porque os dois estavam em apresentação cefálica (de cabeça para baixo), a gestação chegou ao termo e os fetos apresentavam pesos adequados para a idade gestacional, sem grandes discrepâncias”, explicou o coordenador de Obstetrícia do HMIJS, Dr. Rhaun Victor Moraes. A paciente foi acompanhada durante toda a gravidez.
Na Maternidade Regional de Camaçari, também houve destaque: foram realizados 653 partos de alto risco em 2024 e 161 apenas no primeiro trimestre de 2025. A unidade realiza, em média, 320 atendimentos mensais de pré-natal. Ambas as maternidades atuam continuamente na melhoria da qualidade da assistência, contribuindo para a prevenção de complicações que podem levar à mortalidade materna e infantil.
“Quanto mais precocemente a gente diagnostica e atua nas gestações de alto risco, maiores são as chances de sucesso”, afirma a diretora médica da MRC, Viviane Santiago. “Podemos controlar ao longo do pré-natal, oferecendo à gestante opções que possibilitem uma gravidez com o menor risco possível. É importante que ela tenha consciência de que pequenos cuidados podem mudar o prognóstico da gestação e do nascimento do bebê. Nosso objetivo é evitar ao máximo o parto prematuro”, completa.
Mudança de panorama
A vida mais acelerada e o aumento no consumo de alimentos ultraprocessados, por exemplo, são fatores que vêm contribuindo para a mudança no perfil das gestantes de alto risco. Raíssa Magalhães, de 21 anos, está grávida de gêmeos — condição que acendeu o sinal de alerta dos médicos. Ela iniciou o pré-natal em uma unidade de saúde do município de Ilhéus, mas, após uma emergência, foi encaminhada ao Hospital Materno-Infantil e passou a ser acompanhada no ambulatório especializado. Agora, no oitavo mês da gestação de seus primeiros filhos, conta que, além da atenção especializada de excelência, o vínculo com os profissionais tem lhe proporcionado mais segurança para o momento do parto.
Sofia nasceu saudável na Maternidade Regional de Camaçari. A mãe, Juliana Oliveira, de 33 anos, natural de Porto…
Raissa



