Hanseníase tem cura, mas pode deixar sequelas se detectada tardiamente
O Dia Nacional de Combate à Hanseníase será comemorado esse ano na data de 2
6/01. O mês de janeiro é voltado para a conscientização acerca da doença, cuja
campanha é conhecida como “Janeiro Roxo”. A Índia, a Indonésia e o Brasil são
os países com maior número de casos de hanseníase no mundo.
A hanseníase é uma doença milenar e o seu agente etiológico é o
Micobacterium leprae (antigamente era conhecida como Lepra) e, segundo o
médico infectologista da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, Dr.
Fernando Romero, pode afetar ambos os sexos e em qualquer idade. “Precisa
de um longo período de contato ou convivência para contágio”, diz.
A doença se manifesta só em uma pequena parcela das pessoas que tiverem
contato com a bactéria. “Ocorre com manchas na pele, diminuição da
sensibilidade nas áreas afetadas, queda de pelos e diminuição de suor nas
áreas afetadas, inchaço em mãos e pés e caroços e nódulos no corpo”, explica
.
O tratamento é feito com combinação de antimicrobianos por no mínimo um
ano, sendo possível a cura após o tratamento adequado. O médico comenta que
quando o diagnóstico é tardio, o tratamento pode ser menos eficaz, podendo
deixar sequelas como: rinite hansênica, alterações motoras e sensitivas
permanentes nos membros e úlceras nos pés. “A melhor forma de prevenção é o
diagnóstico e tratamento precoce. Dessa forma, o ciclo de vida da bactéria
é interrompido”, completa. O tratamento para a hanseníase é gratuito,
realizado pelo SUS.


