Itacaré realiza ações contra o abuso e exploração de crianças e adolescentes
Como parte das ações do Maio Laranja, que é marcado pela conscientização
sobre a prevenção do abuso e da exploração sexual de crianças e adolescentes,
a Prefeitura de Itacaré, através da Secretaria de Desenvolvimento Social e
em parceria com o Conselho Tutelar, está realizando durante todo este mês
uma campanha de orientação da comunidade, da sede, distritos e zona rural,
para que todos denunciem os abusos. As denúncias podem ser feitas através
do serviço Disque 100, que é gratuito, ininterrupto e sigiloso.
Seguindo a programação, nesta segunda-feira foram realizadas palestras
educativas nos distritos de Taboquinhas e Água Fria. No próximo dia 10 de
maio será a vez das palestras nas escolas de Itacaré. E em 18 de maio,
quando se comemora o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual
de Crianças e Adolescentes, será realizada uma grande caminhada com
panfletagem pelas ruas de Itacaré.
Entre os temas abordados durante o Maio Laranja estão um balanço das
denúncias e subnotificações de casos de abuso e de exploração sexual, o
apoio da rede de ensino e dos professores nesta luta, a implantação de
centros integrados de atendimento às crianças vítimas de violência e as
ações de combate aos abusos na internet, dentre outras ações.
A secretária de Desenvolvimento Social, Juliana Novaes, explica que a
violência sexual contra meninos e meninas ocorre tanto por meio do abuso
intrafamiliar ou interpessoal como na exploração sexual. Crianças e
adolescentes vítimas de violência sexual, por estarem vulneráveis, podem se
tornar mercadorias e assim serem utilizadas nas diversas formas de
exploração sexual como: tráfico, pornografia, prostituição e exploração
sexual no turismo. Daí a importância de todos denunciarem para evitar que
esses crimes aconteçam ou fiquem impunes.
HISTÓRIA – Instituído pela Lei Federal nº 9.970/2000, o 18 de maio foi
escolhido como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de
Crianças e Adolescentes porque nessa data, em 1973, na cidade de Vitória,
no Espírito Santo, um crime bárbaro chocou todo o país e ficou conhecido
como o “Caso Araceli”. Esse era o nome de uma menina de apenas oito anos de
idade, que teve todos os seus direitos humanos violados, foi raptada,
estuprada e morta por jovens de classe média alta daquela cidade. O crime,
apesar de sua natureza hedionda, até hoje está impune.

Prefeitura Municipal de Itacaré
Secretaria de Comunicação


