GOVERNOS, PERGUNTEM AO NAZAL
Walmir Rosário
Atitudes patéticas cometem os governos da Bahia e de Ilhéus ao anunciarem a construção
de um novo presídio no município de Ilhéus, o que demonstra a falta de competência para
gerir assuntos nem tão complicados. Inicialmente, o local definido foi próximo à BA-262,
rodovia que liga Ilhéus a Uruçuca e onde o próprio Governo do Estado da Bahia
desenvolve o projeto turístico Estrada do Chocolate.
Com os protestos dos investidores interessados em participar dessa nova ação turística
importante para o Sul da Bahia, eis que a Prefeitura de Ilhéus e o Governo do Estado, de
forma atabalhoada, anunciam um novo local: às proximidades na BR-415, a Rodovia Jorge
Amado, uma “avenida” que liga Ilhéus a Itabuna. Nada mais impróprio para a escolha tão
burlesca para a localização.
Antes de entrar no mérito da questão, minha humilde mas acertada indicação aos tão
perdidos governantes é que “baixem a bola” e procurem quem realmente conhece do
riscado para localizar o novo conjunto penal. E eles sabem muito bem de quem estou
falando: do vice-prefeito de Ilhéus, José Nazal, um estudioso da região, notadamente de
Ilhéus, que conhece todas as nuances do “território ilheense”.
Lembro que até há bem pouco tempo, sempre que o Governo do Estado pretendia
implantar um equipamento público num dos seus municípios, enviava seus técnicos à
Prefeitura para a escolha de um local adequado. E não se tratava de simples deferência e
sim de uma série de informações, que iam desde a logística, a propriedade, a
conveniência e o planejamento socioeconômico da área.
No município de Ilhéus, o técnico que sempre foi consultado – de forma acertada – foi
justamente José Nazal, profundo conhecedor do município de Ilhéus, não por ouvir dizer,
mas por conhecer, in loco, toda a área. É José Nazal que tem trabalhado em parceria com
o pessoal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nos recenseamentos,
junto com a equipe dos Correios na localização e dos logradouros públicos e por aí afora.
Mesmo com suas divergências em relação à administração do prefeito Mário Alexandre,
asseguro que José Nazal não se eximiria de sua condição de cidadão ilheense, nesse
mister, ainda mais na condição de vice-prefeito. Em outras palavras, não importa as
diferenças pessoais ou políticas quando o assunto é o investimento do dinheiro público,
que tem que ser usado com todos os critérios e imparcialidade.
Mas ainda está em tempo de as autoridades estaduais e municipais reconhecerem a falha
até aqui cometida e prospectarem uma área adequada e segura para a construção do
novo estabelecimento penal. No município de Ilhéus, o que não falta são áreas com as
características pretendidas para a localização de um empreendimento desse porte, fora do
zoneamento turístico e de tecnologia do conhecimento.
Tenho a convicção que mesmo numa conversa preliminar entre os técnicos
governamentais e o vice-prefeito Nazal, alguns locais com as características desejadas
deverão ser apresentados. Mesmo sabendo dos meus parcos conhecimentos sobre o


